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26 de julho de 2014

Usina de Itataia: obras previstas para 2016


Lançado há exatos dez anos, o Projeto Santa Quitéria, que prevê a instalação da usina de exploração de urânio e fosfato de Itataia, começa, enfim, a decolar. Em fase avançada de licenciamento ambiental e com audiências públicas marcadas para o segundo semestre deste ano, o chamado complexo mínero-industrial está com obras previstas para o início de 2016 e deve ser concluído em janeiro de 2018.

A informação é do presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Aquilino Senra Martinez, que participou de audiência ontem, no Palácio da Abolição, com o governador Cid Gomes, e o presidente da Agência do Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), Roberto Smith, para atualizar os mesmos sobre o andamento do projeto da usina.
Segundo Martinez, a maior parte dos gargalos enfrentados de 2004 para cá já foram superados, como o financiamento do projeto, que está orçado entre US$ 350 milhões e US$ 400 milhões. Conforme diz, "parte do investimento será obtido junto ao BNB (Banco do Nordeste) e o restante virá de recursos da Galvani, que instalará o empreendimento conosco". "Eu diria que, finalmente, estamos na fase derradeira das licenças, que começaram a ser feitas entre 2008 e 2009. Após isso, faremos o processo de engenharia e instalação das plantas necessárias para o processamento químico e separação do fosfato do urânio", pontua o presidente das INB.

Tecnologia necessária
Ainda de acordo com Aquilino Martinez, fora o financiamento, o projeto enfrentava vários problemas que impediam que o mesmo avançasse de forma concreta. Segundo ele, a própria tecnologia para separar o fosfato do urânio só terminou de ser testada no ano passado. "Há outras minas assim no mundo, mas não existe tecnologia para fazer essa separação. Nós desenvolvemos isso ao longo dos últimos quatro anos e posso dizer que é algo comprovado, com escala piloto com mais de mil horas de operação", conta. "Nós também tínhamos um problema para fazer o registro da patente deste processo, o que já foi solucionado no ano passado", complementa.

Fosfato é grande objetivo
Apesar de ter capacidade para gerar 1,6 mil toneladas de urânio por ano, o grande foco da usina de Itataia é o fosfato - matéria-prima de suma importância para a produção agrícola. "O Brasil importa 50% da sua demanda de fosfato, que é necessário para a produção de fertilizantes. Com esse complexo, poderemos reduzir esse valor para 40%, já que a capacidade de produção é de um milhão de toneladas por ano", observa Martinez.
O presidente das INB disse ainda acreditar que o projeto se torne prioritário para a próxima gestão, já que, "do ponto de vista social, é um empreendimento importantíssimo para a região, pois vai gerar 800 empregos diretos e 2,2 mil indiretos. A área é carente, tem demanda", fala.

Diário do Nordeste

11 de julho de 2014

Comitiva técnica de Santa Quitéria visita Caetité

Três representantes da Secretaria de Meio Ambiente da cidade de Santa Quitéria (CE) e um integrante da ONG Cactus percorreram o município de Caetité (BA) durante quatro dias, no início deste mês, para conhecer melhor o trabalho das Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a interação da empresa com a população da cidade baiana, onde está localizada a única mina de urânio atualmente em atividade no país. A viagem foi motivada pelo fato de em Santa Quitéria estar em processo de licenciamento um projeto de lavra e beneficiamento da jazida Itataia, onde o urânio se encontra associado ao fosfato, e a INB formar junto à empresa Galvani o consórcio responsável pelo empreendimento.
O grupo esteve com representantes da Associação de Agricultores Familiares e Remanescentes de Quilombos Riachenses, na comunidade Riacho da Vaca, que fica próxima à unidade da INB de Caetité, conversou com representantes do Sindicato dos Trabalhadores rurais do município, da Secretaria municipal de Meio Ambiente, do Movimento das Mulheres Camponesas da Bahia e da Associação de Moradores do Bairro da Feira Velha.
Todas as oportunidades de contato com a comunidade foram aproveitadas para tirar dúvidas. “Aproveitamos o dia a dia, na hora de comer um sanduíche, por exemplo, para fazer questionamentos e tentar conhecer de fato a realidade não só da indústria, mas da população de Caetité”, contou Júlio César Muniz, da ONG Cactus, esclarecendo que viajou por conta própria: “Para poder ter a isenção, fazer nosso trabalho como a gente tem que fazer e passar para população de Santa Quitéria o que escutamos da população de Caetité”.
A ONG que Júlio César representa presta assistência técnica para aproximadamente 2.500 famílias de agricultores nos municípios de Santa Quitéria, Itatira e Canindé, no entorno da jazida de Itataia. Para o representante da Cactus, valeu a pena ouvir os caetiteenses: “Eu prefiro estudar, conhecer, para depois tirar minhas conclusões, e não ser oposição ou a favor sem ao menos saber a realidade. Volto mais tranquilo”.
O biólogo Diego Matos Moura se surpreendeu positivamente com o que viu e ouviu em Caetité. “A aceitação é grande em relação à mina. Eu esperava um receio maior do que eu encontrei conversando com as pessoas. Nós estivemos reunidos com várias instituições, visitamos comunidades locais, no entorno da mina, e a grande maioria dos depoimentos desmistificou todo tipo de prejuízos que haviam sido citados por algumas pessoas que visitaram Santa Quitéria com informações completamente equivocadas, até promovendo um desserviço”, opinou.
O grupo também esteve na Unidade de Concentrado de Urânio da INB. O sanitarista ambiental José Bezerra de Souza Júnior ficou impressionado com a harmonia entre os diversos setores da unidade e a segurança que envolve todo o processo de mineração e beneficiamento do urânio: “Tudo de acordo com o que li sobre normas da Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear). Me impressionou a segurança que é essa atividade que Santa Quitéria vai receber”.
O secretário de Meio Ambiente de Santa Quitéria, Homero Novaes, pela segunda vez em Caetité, lembrou que a exploração do urânio sempre leva a questionamentos, por isso a troca de experiências é importante. “Tivemos várias respostas às nossas dúvidas e estamos voltando com o sentimento do dever cumprido em Caetité”, afirmou, destacando que ainda pretendem visitar Poços de Caldas (MG), onde funcionou a primeira unidade de beneficiamento de urânio do Brasil, Resende (RJ), onde está instalada a Fábrica de Combustível Nuclear da INB, e Angra dos Reis (RJ), município que abriga as usinas nucleares brasileiras, operadas pela Eletronuclear. “Provavelmente a gente voltará outras vezes a Caetité, porque são muitos anos de história, uma história que não é só de Caetité, é do Brasil, do mundo, que é a questão das energias”.

AVSQ

24 de junho de 2014

Consórcio Santa Quitéria cria site para levar mais informações a todos

O Consórcio Santa Quitéria desenvolveu o site www.consorciosantaquiteria.com.br, mais um canal de comunicação para fornecer informações e esclarecer dúvidas sobre o Projeto Santa Quitéria, que prevê a instalação de um complexo mínero-industrial no município de Santa Quitéria, Ceará, dedicado  à mineração e beneficiamento de dois minerais - o fosfato e o urânio - que se encontram associados na jazida de Itataia, localizada no município de Santa Quitéria, Ceará. Serão investidos R$ 850 milhões na implantação do empreendimento que produzirá fertilizante fosfatado para a agricultura, fosfato bicálcico para alimentação animal e concentrado de urânio, destinado à produção de energia nas usinas nucleares brasileiras.
O internauta que acessar o site terá acesso a informações sobre o Consórcio, formado pelas empresas Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e Grupo Galvani; o Projeto, que trará benefícios para o desenvolvimento local e na produção agrícola e de energia nacional; e encontrará, ainda, o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), que apresenta, de forma simplificada, as principais informações técnicas do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do Projeto Santa Quitéria. Quem visitar o site também poderá encaminhar dúvidas e sugestões para o Consórcio.

Fonte: AVSQ

9 de maio de 2014

Consórcio leva informações à população sobre Projeto Santa Quitéria‏

Geólogos, especialistas em radioproteção da INB e outros integrantes do consórcio Santa Quitéria – formado pelas Indústrias Nucleares do Brasil e pela empresa Galvani - fazem desde o dia 5 de maio uma série de palestras para informar a população sobre o projeto de lavra e beneficiamento de uma jazida onde o urânio se encontra associado ao fosfato. Os encontros acontecem de segunda a quinta-feira em diversos locais dos municípios cearenses de Santa Quitéria e Itatira, como escolas, associações comunitárias, entidades comerciais e sindicatos.
O empreendimento prevê a implantação de unidades de produção de fertilizantes, de ração animal e de concentrado de urânio. Os palestrantes explicam o projeto e se colocam à disposição do público para tirar dúvidas sobre os pontos que mais preocupam os moradores: radiação, uso da água e mineração.
Ao final, os participantes recebem uma cartilha que esclarece questões sobre o setor nuclear, tais como o que é radiação, urânio, as doses de radiação que recebemos de algumas fontes, os sistemas de proteção radiológica e ambiental que são desenvolvidos para preservação da saúde dos trabalhadores e da população, a preocupação com a segurança e monitoramento ambiental, entre outros.
Também é exibido um filme sobre Caetité, município da Bahia onde está localizada a única mina de urânio em atividade no Brasil. Trabalhadores rurais, comerciantes, autoridades e moradores em geral dão depoimentos sobre como era a cidade baiana antes da implantação da unidade da INB e como é hoje.

Onde o cidadão pode saber mais sobre o empreendimento
Cada etapa do empreendimento também está explicada no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e seu respectivo Relatório de Impacto Ambiental (Rima) do Projeto Santa Quitéria. A versão impressa do Rima pode ser encontrada, entre outros locais, na Biblioteca Pública de Santa Quitéria (Rua Coronel João Rodrigues Pinto s/nº), na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Santa Quitéria e na Secretaria do Trabalho e Meio Ambiente da Prefeitura de Itatira. O documento também está disponível na página da INB na internet (www.inb.gov.br).

*AVSQ