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29 de outubro de 2014

O Foguete não-tripulado da NASA explode após seu Lançamento

Um foguete Antares não-tripulado explodiu segundos depois de ser lançado de uma plataforma particular na Virginia, nos Estados Unidos, nesta terça-feira (28), mostrou uma transmissão da NASA TV.
O foguete, da altura de um prédio de 14 andares, construído e lançado pela Orbital Sciences, decolou às 20h22 (horário de Brasília) da plataforma Wallops Flight Facility e explodiu segundos depois. Ele foi criado para transportar cerca de 5.000 quilos de suprimentos e experimentos para a Estação Espacial Internacional.
A causa do acidente não foi divulgada imediatamente. O  porta-voz da NASA Jay Bolden disse que "houve falha no lançamento" e "não houve perda indicada de vida".
Bolden acrescentou: "Havia materiais significativos e danos ao veículo. O controle da missão é tentar avaliar o que deu errado".
Confira o vídeo:


Reuters

13 de junho de 2014

Brazuca tem melhor aerodinâmica que Jabulani, diz Nasa após testes

Bola da Copa do Mundo do Brasil, Brazuca teve sua aerodinâmica testada pela Nasa; Radi Mehta, pesquisador da Nasa, diz que 'os jogadores devem estar felizes'. (Foto: Divulgação/Nasa)
13/06/2014 16h42 - Atualizado em 13/06/2014 16h44 Brazuca tem melhor aerodinâmica que Jabulani, diz Nasa após testes 'Os jogadores devem estar felizes com essa nova bola', diz pesquisador. Mais estável, Brazuca deve não ter movimentos 'sobrenaturais' da Jabulani. Do G1, em São Paulo Tweet Bola da Copa do Mundo do Brasil, Brazuca teve sua aerodinâmica testada pela Nasa. (Foto: Divulgação/Nasa) Bola da Copa do Mundo do Brasil, Brazuca teve sua aerodinâmica testada pela Nasa. (Foto: Divulgação/Nasa) Se na Copa do Mundo de 2010, a bola usada, a Jabulani, era o terror dos goleiros, no campeonato mundial de 2014, a Brazuca traz novidades que melhoram a aerodinâmica, afirma a Nasa, após realizar testes com as redondas. Conhecida por fazer movimentos “sobrenaturais”, a Jabulani era amada pelos atacantes e odiada pelos goleiros. Isso porque um chute com pouco ou nenhum com efeito fazia a trajetória da bola ser incerta. Melhorias na estrutura fizeram da Brazuca uma bola mais estável, diz a Nasa. “O material usado, e a superfície rugosa da bola e sua distribuição determina a aerodinâmica”, explica Rabi Mehta, chefe do laboratório de aerofísica do Centro de Pesquisa Ames, da Nasa. “Os jogadores devem estar felizes com essa nova bola”, diz Mehta. Embora o negócio da Nasa não seja fazer bolas de futebol, como é o caso da Adidas, patrocinadora do evento, a Agência Espacial Americana acredita que esse é um bom momento para explicar os princípios da aerodinâmica (que estuda como o ar e os líquidos se comportam como fluídos). “Esportes fornecem grandes oportunidades para introduzir a próxima geração de pesquisadores ao nosso campo de aerodinâmica ao mostrar a eles algo com que eles podem relaciona”, diz Mehta. Enquanto a Jabulani foi feita a partir da costura de oito partes, a Brazuca possui apenas seis –uma bola tradicional tem 32 painéis. A menor quantidade de painéis da bola usada nesta Copa aumenta o tamanho das costuras, que também são mais profundas. Os painéis são ainda cobertos por pequenas saliências. Tudo isso influencia na aerodinâmica da bola. Segundo a Nasa, o aumento da rugosidade na Brazuca ajuda a diminuir a tendência de a bola ziguezaguear após ser chutada. Isso porque a bola cria uma espécie de proteção em torno de si que diminui a resistência do ar. “A bolsa é mais estável em voo e irá se comportar mais como uma bola tradicional de 32 gomos”, afirma Mehta. Para chegar a essa conclusão, a Nasa testou as bolas em um túnel de vento, para avaliar a oscilação da bola, e em um tanque de água, para analisar como fluídos como o ar se comportam ao entrar em contato com a bola, dependendo da velocidade da redonda (Veja o vídeo aqui).

G1

3 de junho de 2014

Astrônomos descobrem 'megaterra', novo tipo de planeta rochoso

 Concepção artística mostra o sistema Kepler-10, que integra dois planetas rochosos; em primeiro plano, o Kepler-10c, considerado uma megaterra; no fundo, o planeta Kepler-10b (Foto: David Aguilar/Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics)A descoberta de um planeta rochoso pesando 17 vezes mais do que a Terra surpreendeu os astrônomos. Até então, pensava-se que a força gravitacional de um planeta tão robusto atrairia um envelope de gás durante sua formação, transformando-o em um gigante gasoso, como Júpiter ou Netuno. Mas o Kepler-10c, como foi chamado, apresenta uma densa composição de rochas e outros sólidos. "Ficamos muito surpresos quando nos demos conta do que tínhamos encontrado", disse o astrônomo Xavier Dumusque, do Centro para Astrofísica Harvard-Smithsonian (CfA), responsável pela análise de dados que resultou na descoberta. O achado foi apresentado nesta segunda-feira (2) em uma coletiva de imprensa em uma reunião na Sociedade Astronômica Americana (AAS), em Boston. O novo planeta, que tem um diâmetro 2,3 vezes superior ao da Terra, completa uma volta ao redor de uma estrela similar ao Sol a cada 45 dias. Localizado a 560 anos-luz da Terra, na constelação Draco, ele foi descoberto pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa. Para calcular seu amanho, cientistas utilizaram o "método do trânsito", ou seja, observaram o quanto o brilho de uma estrela diminuía conforme o planeta passava em frente a ela. Já a massa foi calculada pelo instrumento HARPS-North, do Telescopio Nazionale Galileo, nas Ilhas Canárias. "Este é o Godzilla das terras", disse Dmitar Sasselov, pesquisador do CfA e diretor da Iniciativa Origens da Vida, de Harvard. "Mas, diferentemente do monstro do cinema, Kepler-10c tem implicações positivas para a vida." O sistema a que pertence a "megaterra" tem 11 bilhões de anos. Isso indica, segundo os cientistas, que a formação de planetas rochosos foi possível muito antes do que se imaginava, mesmo quando os elementos pesados, necessários para a formação desses planetas, ainda eram escassos. Também faz parte do sistema um "planeta de lava", com massa três vezes superior à Terra e denominado Kepler-10b. Para Sasselov, as características do planeta rochoso indicam que ele pode reunir condições para abrigar vida. "Encontrar o Kepler-10c nos diz que planetas rochosos puderam se formar muito antes do que pensávamos. E se você pode produzir rochas, você pode produzir vida", diz Sasselov.

G1 Ciência

17 de abril de 2014

Nasa Descobre "Nova Terra"


Foto: NASA DESCOBRE "NOVA TERRA"

A agência espacial anunciou hoje a descoberta do Kepler-186f, um planeta mais ou menos do tamanho da Terra . O mais legal é que há grandes chances de o planeta ter água em forma líquida - e, consequentemente, algum tipo de vida (da maneira como conhecemos).

No Kepler-186f, um ano dura 130 dias. O novo planeta gira em torno de uma estrela chamada Kepler-186, na constelação de Cisne, a uns 500 anos-luz da Terra. A Kepler-186 é uma anã vermelha. Em sua órbita, há outros planetas além desse novo primo da Terra. Mas não há indícios de vida em nenhum deles, porque estão bem perto da estrela, onde é quente demais.

Foto: NASA Ames/SETI Institute/JPL-Caltech

#Nasa #Ciência #Nova_TerraO planeta orbita uma estrela chamada Kepler-186 e tem, segundo as estimativas, praticamente o mesmo diâmetro da Terra — 1,1 vez o do nosso mundo. Até onde se sabe, ele é o quinto a contar de seu sol e leva 129,9 dias terrestres para completar uma volta em torno de sua estrela. Ou seja, um ano lá dura mais ou menos um terço do que dura o nosso.
A estrela-mãe desse planeta é uma anã vermelha com cerca de metade do diâmetro do nosso Sol, localizada a cerca de 490 anos-luz daqui. Um dos aspectos interessantes dessa descoberta em particular é que, além de estar na chamada zona habitável — região do sistema em que o planeta recebe a quantidade certa de radiação de sua estrela para manter uma temperatura adequada à existência de água líquida na superfície –, o planeta está suficientemente distante dela para não sofrer uma trava gravitacional. Caso fosse esse o caso, o Kepler-186f, como foi batizado, teria sempre a mesma face voltada para a estrela, como acontece, por exemplo, com a Lua, que sempre mostra o mesmo lado para a Terra. Embora modelos mostrem que a trava gravitacional não é um impeditivo definitivo para ambientes habitáveis (a atmosfera trataria de distribuir o calor), é sempre melhor ter um planeta com dias e noites, em vez de um em que um hemisfério é sempre aquecido pelo Sol e outro passa o tempo todo na fria escuridão.
Numa nota pessoal, lembro-me de ter já conversado antes com Elisa Quintana, pesquisadora da Nasa que é a primeira autora da descoberta. Em 2002, ela produziu uma série de simulações que mostravam que o sistema Alfa Centauri — o trio de estrelas mais próximos de nós, sem contar o Sol — podia abrigar planetas de tipo terrestre na zona habitável. Imagino a realização pessoal dela de, depois de “conceber” por tantos anos mundos como esse em computador, finalmente poder reportar uma descoberta dessa magnitude. Não de uma simulação, mas da fria realidade da observação!
Trata-se de um momento histórico. A partir de agora, os astrônomos devem se concentrar cada vez mais na busca de outros mundos similares à Terra e a Kepler-186f, gerando alvos para futuras observações de caraterização — a efetiva análise da composição desses mundos e suas atmosferas –, em busca, quem sabe, de evidências de uma outra biosfera.

Folha 

6 de fevereiro de 2014

Nasa tentará 'fabricar' água e ar na Lua

A Nasa pretende lançar um robô à Lua para criar água e oxigênio com elementos presentes no satélite natural da Terra. O projeto está previsto para 2018, quando a missão RESOLVE pousará por lá.

A máquina coletará punhados de terra lunar e os aquecerá a tal ponto que hidrogênio, oxigênio e vapor de água sejam expelidos. Os dois componentes, então, podem ser combinados para a formação da água, conforme explicado pela Wired.
De acordo com a revista, um experimento assim também será feito em Marte, mas só em 2020. Lá o robô extrairá dióxido de carbono, filtrando o pó para depois processar o CO2 em oxigênio.

Será a primeira vez que se tenta converter lugares fora da Terra em habitáveis sem a ajuda de equipamento especializado. Se der certo, missões futuras poderão tentar industrializar o método para, quem sabe, um dia os humanos possam morar fora de seu próprio planeta.