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12 de junho de 2017

"Maior cuscuz do mundo" atrai forrozeiros para o São João

No São João de Caruaru, em Pernambuco, um dos dois maiores do país, a celebração da comida à base de milho, típica dos festejos de junho, é levada à sério pela população. Hoje (11), o Festival de Comidas Gigantes da cidade teve seu ponto alto com a Caminhada do Forró e a distribuição do cuscuz que a organização promete ser “o maior do mundo”.
A concentração da Caminhada do Forró começou às 13h, em frente ao aeroporto em direção ao Alto do Moura. O “maior cuscuz do mundo” foi distribuído às 17h. Foram usados 800 quilos de floco de milho para produzir o alimento. A cuscuzeira, de 4,2 metros, feita sob medida na Feira de Caruaru, precisou de uma escada pra que os funcionários chegassem até a tampa. Para abrir, foi montado um sistema de roldanas.
Como sempre tem alguém posando junto da panela gigante, o utensílio acabou virando ponto turístico. A abertura da tampa é um acontecimento. De cima da plataforma, o idealizador do cuscuz gigante e presidente da União dos Criadores das Comidas Gigantes de Caruaru, José Augusto Soares, joga os flocos para o alto, animado pelo cantor da banda do trio elétrico parado ao lado do ponto de distribuição.
A equipe começa a subir e descer a escada, apressada, levando o cuscuz para a partilha. A multidão batalha por um lugar próximo a grade, de modo a pegar um pote. Como acompanhamento, é servida salsicha ao molho de tomate.
A costureira Josefa Freitas, 66 anos, veio com a família de Toritama, município vizinho de Caruaru. Ela foi uma das primeiras a receber a comida. “A cutura nordestina é o cuscuz, a canjica e a pamonha. É o milho”, disse. O neto dela, Hewerton Leite, de 19 anos, que pela primeira participou do evento, afirmou que a comida é apenas um detalhe para se juntar ao povo. “O que vale é a farra, a festa.”

Maratona na cozinha
Para deixar tudo pronto, o trabalho começou neste sábado (10). Eram cerca de três horas da manhã quando o cuscuz foi pra cuscuzeira gigante. A cozinheira, Maria Selma da Silva, 45 anos, revelou que  a iguaria não é feita somente na panela grande. Segundo ela, primeiro os flocos de milho são cozidos em recipientes menores, trabalho iniciado às 20h, aproximadamente. Depois, tudo é reunido na estrutura gigante, aguardando a hora de servir.
A equipe da cozinha tem sete pessoas. Maria Selma, que no dia a dia é empregada doméstica, é responsável pelo preparo há nove anos. Já acumulava quase duas décadas de experiência na produção da canjica gigante em sua comunidade, Peladas. “Quem trabalha em casa de família, sabe como é puxado. Você dar conta de sua casa, de onde você trabalha, de filho, marido e, no fim de semana, ainda enfrentar uma coisa dessa. Só gostando muito", acrescentou. “Ave Maria! É bom demais. Tem pareia não. São João é assim. Tem de ter comida de milho, forró pé de serra. É isso que faz a festa”.

Comidas gigantes
A comida gigante é um costume de Caruaru, iniciado com a pamonha gigante. O cuscuz, feito há 24 anos, foi a segunda iguaria e atualmente são mais de 30 alimentos gigantes feitos durante o mês de junho para o festival.
Idealizador do evento, José Augusto Soares brincou afirmando que a tradição da comida gigante vem da mania de grandeza do povo de Caruaru - que adota o slogan de “maior e melhor São João do mundo”, competindo com o festejo de Campina Grande, na Paraíba - e da cultura do povo do Nordeste.
“O nordestino é assim. Recebe as pessoas em suas casas com aquela fartura. O pessoal tem o prazer e a satisfação de dar com força o alimento para as pessoas”. Pra hoje, o cálculo foi de 100 mil visitas.

Bairro
Nesses 24 anos de evento, a festa ficou popular. Dezenas de ônibus estacionam no portal do Alto do Moura trazendo gente de várias cidades pernambucanas. Muitas pessoas aproveitam para trazer seus paredões – equipamento de som potentes instalados nos próprios carros ou em reboques.
O bairro também se desenvolveu com o evento. Os restaurantes se multiplicaram. Muitos são de grande porte. O cardápio é composto de iguarias sertanejas: bode guizado ou assado, buchada e sarapatel. O público mistura trajes contemporâneos do meio urbano, como o boné de aba reta, os óculos coloridos e espalhados, chapéu de vaqueiro ou de palha, camisa quadriculada e a bota. O colorido se completa com as tradicionais bandeirinhas juninas. 
O cuscuz também gera renda. Os patrocinadores estão por todos os lados. A visibilidade é garantida com a decoração do cuscuzeiro, repleto de marcas, bonecos, balões e o que mais houver no mercado para garantir que nenhuma imagem saia sem propaganda.
“É uma comida tradicional, mas acho que virou uma coisa tão comercial, exagerada, que acabou perdendo aquele jeito de festa junina”, destacou Cristiano Santos da Silva, 45 anos, do Recife. “Gosto da brincadeira, mas podia dar um limite para a exploração comercial do evento.”

Agência Brasil/AVSQ

13 de maio de 2016

Encerramento do Ministério da Cultura vai gerar economia pífia, dizem artistas

Contrários à extinção do Ministério da Cultura -incorporado à pasta da Educação no governo de Michel Temer (PMDB)-, a Associação Procure Saber e o Grupo de Ação Parlamentar Pró-Música (GAP) divulgaram nesta sexta (13) carta aberta ao presidente interino para pedir que reconsidere a decisão, confirmada nesta quinta (12).
Mais conhecidos nomes da defesa de músicos e dos direitos autorais no Brasil, as duas instituições reúnem, entre outros artistas, Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan, Erasmo Carlos, Ivan Lins, Leoni, Frejat e Fernanda Abreu.
No texto, os grupos classificam a fusão dos dois ministérios como "um grande retrocesso", que gerará economia "pífia" à máquina pública e "não justifica o enorme prejuízo que causará para todos que são atendidos no país por políticas culturais".
"O Ministério da Cultura é o principal meio pelo qual se pode desenvolver uma situação de tolerância e de respeito às diferenças, algo fundamental para o momento que o país atravessa."
A carta traz ainda um histórico da pasta, criada em 1985 pelo então presidente José Sarney, extinta em 1990 por Collor e retomada no final do mesmo governo, quando foi criada a lei Rouanet.
O ministério, dizem as instituições, teve sua estrutura e relevância ampliadas a partir de 1999, com a criação do Iphan, da Cinemateca Brasileira, da Funarte, do Ibram, da Fundação Palmares, do Programa Cultura Viva e do Plano Nacional de Cultura, entre outras iniciativas.
"Foi o MinC que conseguiu criar condições para que tenhamos hoje uma indústria do audiovisual dinâmica e superavitária. O mesmo está sendo feito agora com outros campos, como por exemplo o da música."
Com a fusão, a gestão da cultura será feita por uma secretaria do Ministério da Educação, que volta a ser MEC. O democrata Mendonça Filho (PE) foi nomeado para assumir o comando da pasta.
À reportagem, o novo ministro disse que não há motivos para a classe artística se preocupar. Segundo ele, as duas linhas "serão contempladas".
"Você pode ter dois ministérios com pouca força ou duas áreas fundamentais cada vez mais fortalecidas", defendeu.

Folhapress

29 de novembro de 2014

Roberto Gómez Bolaños, criador do Chaves, morre aos 85 anos no México

O mexicano Roberto Bolanõs criou personagens como Chaves e ChapolinO ator Roberto Bolaños, criador do Chaves, morreu aos 85 anos nesta sexta-feira (28), em sua casa em Cancún, no México, segundo informações da Televisa. 
Com problemas respiratórios, dificuldades para se locomover e se mexer, o ator e comediante havia se isolado com a família em Cancún segundo informações do jornal "El Universal", publicadas na segunda-feira, dia 28 de abril.
"Os problemas respiratórios e as dificuldade para andar e se mover são os motivos pelos quais ele está isolado em Cancún. Mas ele está bem", afirmou na ocasião o filho dele, Roberto Gómez Férnandez, em entrevista ao jornal mexicano.
Ainda segundo Roberto, o pai se mantinha vivo por meio da escrita e da leitura. "Nós não sabemos o que ele está escrevendo, mas ele não precisa correr para entregar para nenhum editor ou produtor, apenas aproveitar. Isso o mantém vivo todos os dias", afirmou Fernandez para publicação.
Bolanõs faz suspense sobre o conteúdo de seu material e os filhos sabem da responsabilidade que terão no futuro. "Esses escritos são mantidos por ele e apenas diz que nós saberemos o que fazer com eles quando chegar a hora. Nós (os filhos) temos certeza de que teremos de lidar com isso com muito cuidado", afirmou Roberto.
Biografia
Roberto Gómez Bolaños nasceu na Cidade do México em 21 de fevereiro de 1929. Filho da secretária bilíngue Elsa Bolaños Cacho e do pintor, cartunista e ilustrador Francisco Gómez Linares, Bolaños começou a carreira como escritor criativo para rádio e televisão durante a década de 1950. Começou a representar como ator em 1960, no filme "Dois Criados Malcriados". 
Bolaños começou sua carreira como roteirista de programas de comédia e de obras do seu xará de codinome, o britânico William Shakespeare, cujo apelido no diminutivo, pronunciado à espanhola, se leria "Chespirito".
Em 1968, começaram as transmissões Independentes de Televisão no México e Chespirito foi chamado como escritor para a realização de um programa com duração de meia hora. E assim, nasceu "Los Supergenios de la Mesa Cuadrada". Ao lado de Chespirito, contracenavam Ramón Valdés, Rubén Aguirre e María Antonieta de las Nieves.
Em 1970, o programa teve sua duração aumentada. Nessa época, surge o Chapolin Colorado, um herói atrapalhado. Um ano depois, foi criado o personagem que se tornaria o maior sucesso de Bolaños, Chaves. Ambos os personagens funcionaram tão bem que as sketches se tornaram séries independentes de 30 minutos de duração em 1973, após o fim do Programa Chespirito.
Bolaños casou-se pela primeira vez com Graciela Fernández Pierre, com quem teve os filhos Paulina, Graciela, Marcela, Teresa, Cecília e Roberto. 
Depois de 27 anos convivendo com Florinda Meza, a atriz que interpretava a maioria dos personagens femininos inclusive a Dona Florinda, Bolaños finalmente se casou com ela em 2004. O casal não teve filhos.
A Emissora SBT interrompeu a exibição de um episódio de "Chaves" para noticiar a morte do artista (veja vídeo abaixo). À noite, a emissora divulgou uma nota lamentando a morte e anunciou a exibição de um especial em homenagem a Bolanõs, às 21h15. "É com muito pesar que a direção do SBT confirma o falecimento do ator Roberto Bolaños, o Chaves, na tarde desta sexta-feira. O SBT lamenta a perda do grande artista que faz parte da programação da emissora há 30 anos. Lamentamos a perda do ator e deixamos nossos sentimentos aos familiares, amigos e admiradores de Roberto Bolaños", dizia o comunicado.
UOL

22 de novembro de 2014

Morre Poeta e personagem cearense "Seu Lunga"

Resultado de imagem para seu lungaJoaquim dos Santos Rodrigues, conhecido como o "Seu Lunga", morreu às 9h30 da manhã deste sábado, 22, na cidade de Barbalha, no Interior do Ceará. Seu Lunga foi internado na última quarta-feira, 19, por complicações no sistema digestivo. O quadro piorou na sexta-feira, levando ao falecimento do poeta.
Seu Lunga tinha 87 anos e estava internado no Hospital São Vicente de Paulo, em Barbalha, onde tratava de um câncer de esôfago.
De acordo com Demontier Tenório, primo em segundo grau do sucateiro, há cerca de seis meses ele foi submetido a uma cirurgia no esôfago, mas se recuperava bem.
A previsão é que o corpo seja velado na Capela de São Vicente, em Juazeiro no Norte, próximo à sua residência. O sepultamento deve ocorrer no Cemitério do Socorro. Os horários ainda não estão definidos.
Seu Lunga era um poeta, vendedor de sucata e repentista do Juazeiro do Norte, que ganhou notoriedade pelo seu temperamento forte, tornando-se um personagem do folclore nordestino. Seu apelido veio de uma vizinha que lhe chamava de Calunga, devido a sua loja. Com os passar dos anos ficou apenas Lunga.

Biografia
Nascido em 18 de agosto de 1927 no município de Caririaçu, Joaquim dos Santos Rodrigues passou a infância com os pais e sete irmãos no município de Assaré. Voltou a Juazeiro do Norte aos 20 anos, em 1947, onde casou-se e teve 13 filhos - três homens e 10 mulheres.
Em entrevista às Páginas Azuis, do O POVO, em novembro de 2009, seu Lunga, como é conhecido desde “menino novo”, fez questão de negar a autoria das piadas grosseiras atribuídas a ele. Os cordelistas eram o principal alvo da mágoa de seu Lunga. “Eles ficam falando da minha pessoa, dizendo o que eu não sou”, lamenta.
Durante a conversa com a reportagem, seu Joaquim falou sobre sua devoção a Padre Cícero, distribuiu sorrisos e até recitou poesias. “Nenhuma dessas histórias (contadas nos cordéis) é verdade. É tudo inventado”, se queixou seu Lunga, na época.

Indenização
Em 2011, a Justiça acatou uma ação movida por Seu Lunga, proibindo um cordelista do Juazeiro do Norte, Abraão Bezerra Batista, de utilizar a expressão "seu Lunga" em suas publicações. O descumprimento da determinação  implicaria no pagamento de uma multa diária de R$ 1.000. O cordelista, na ocasião, havia escrito dois volumes intitulados ''As Histórias de seu Lunga, o Homem mais Zangado do Mundo''.
Joaquim Santos Rodrigues entrou com o pedido de liminar na Justiça por considerar que os cordéis publicados por Abraão contribuíram para consolidar a imagem negativa de “grosseirão dotado de incomum rudez”, conforme os autos do processo.
Piadas atribuídas a seu Lunga
- Seu Lunga estava em sua casa, com sede. E manda seu sobrinho lhe trazer um pouco de leite. Daí o pobre do garoto pergunta: “No copo?” “Não. Bota no chão e vem empurrando com o rodo”.
- Seu Lunga estava no mercado com uma caixa de ovos. Daí perguntaram a ele: “Comprando ovos seu Lunga?” E ele responde: “Não, jogando um por um no chão. É traque de massa”. E joga os ovos no chão.
- Seu Lunga estava passeando na calçada com o cachorrinho. E lhe perguntam: “passeando com o cachorrinho, seu Lunga?” E Seu Lunga respondeu. “Não. É meu passarinho”, pegando o pobre poodle pela coleira e o fazendo voar.
- Seu Lunga vai saindo da farmácia, quando alguém pergunta: “Tá doente, seu Lunga”? E ele responde: “Quer dizer que se eu fosse saindo do cemitério eu tava morto?”
- O funcionário do banco veio avisar: “Seu Lunga, a promissória venceu”. E ele respondeu: “Meu filho, pra mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhuma promissória”.
- Um rapaz entrou em sua loja e disse: “Seu Lunga, tem pregos tamanho pequeno?”. E ele respondeu: “Tá aí no meio”, aponta para a caixa. E o rapaz procura, procura e não acha. Seu Lunga resolve procurar e acha o prego tamanho pequeno. E o rapaz diz: “Obrigado”. E ele responde: “Nada disso. Agora você vai ter que procurar”, e devolve o prego à caixa.

O POVO Online

27 de agosto de 2014

158 Anos: Santa Quitéria, "Pátria Minha"


Santa Quitéria é um dos maiores municípios cearenses em extensão territorial, com forte vocação para o turismo cultural-religioso e tem um variado comércio de moda e artesanato. A cidade tem um patrimônio natural, o "Rio Jacurutú", que separa a cidade de quase todos os bairros. Vejo da janela de minha casa, apenas a parte que separa o centro da cidade do bairro das Flores, e sonho: "O caminho que nos leva ao bairro das Flores, a natureza capricha e enfeita as encostas do rio com flores de trepadeiras, cipó do rio, azedinhos, muçambê...".

O acesso exibe a beleza de uma ponte com grandiosos arcos, chegando na Califórnia (área de proteção ambiental quiteriense), um dos pontos de encontro dos quiterienses (árvores centenárias, mangueiras, etc), onde também podemos admirar uma casinha típica colorida (centro administrativo).
Uma visita à Califórnia é a descoberta de um paraíso verde contornado por calçadões enfeitados por pinturas de jovens artistas quiterienses. Seguindo, chegaremos ao bairro das Flores, que se destaca pela religiosidades, exigindo uma parada para reflexão e conhecimento da igrejinha de Santo Antônio.
Voltando para o centro da cidade, vale uma parada na Estação Ferroviária Monsenhor Ximenes (Museu), onde cada peça tem uma história diferente para contar. Ao lado, fica a praça Senador Pompeu, outro ponto de encontro dos quiterienses com jardins bem cuidados e com um anfiteatro com apresentações mensais pela companhia de teatro local e convidadas, com recorde de público. Em frente a praça, está instalada a Igreja Matriz, onde se encontra o túmulo de Monsenhor Luís Ximenes Freire, que atrai romarias ao local, procedentes das cidades vizinhas, principalmente no dia da padroeira, Nossa Senhora Santa Quitéria, no dia 22 de maio.
Uma parada para o almoço nos restaurante Vou Demais e Tourão na Brasa nos coloca ao lado do "Açude do 15", que oferece um dos mais belos cenários da cidade, com águas cristalinas, coqueirais, calçadões bem iluminados, passarelas para facilitar caminhadas e encontros.
Venha conhecer e apaixone-se por Santa Quitéria, pois este roteiro é feito em asfaltos perfeitos e vai nos levar a participar do projeto "Rota das Emoções no Ceará".
Viva Santa Quitéria, terra querida!!! Parabéns!!!
Erotildes Paiva Bendor é quiteriense e educadora

29 de julho de 2014

Quiterienses prestam última homenagem a educadora Betiza Lobo


A população da cidade de Santa Quitéria despediu-se na manhã de hoje (29/07), de uma de suas filhas mais ilustres, a educadora Isabel Betiza Lobo Furtado, que faleceu na madrugada de ontem (28/07), em Fortaleza.
O velório, que ocorreu no Auditório Monsenhor Luís Ximenes, contou com a presença de familiares, amigos, empresários, autoridades, professores, estudantes e a comunidade em geral.

Em seguida, os presentes dirigiram-se à Igreja Matriz, para a missa de corpo presente, celebrada pelo pároco Pe. Nery. Em cima do caixão, foi colocada a bandeira da Escola Júlia Catunda, a qual foi diretora por 20 anos.
Betiza Lobo assumia o cargo de diretora no Colégio Paulo Freire e foi homenageada no mês de maio, com a Comenda Jacurutu de Ouro, outorgada pela Associação dos Filhos e Amigos de Santa Quitéria.

AVSQ

25 de julho de 2014

Santa Quitéria é orgulho de se ver


Santa Quitéria, na região Norte, ganhou esse nome em homenagem a uma santa de Portugal. A imagem está até hoje aqui.
A igreja e a paróquia foram as primeiras construções. A economia gira em torno do comércio, pecuária e agricultura.

Confira o vídeo:


TV Verdes Mares

24 de julho de 2014

Morre aos 87 anos, o mestre Ariano Suassuna

O escritor paraibano Ariano Suassuna morreu nesta quarta-feira, aos 87 anos. Ele estava internado no Real Hospital Português, em Recife, Pernambuco, desde segunda-feira, depois de sofrer um acidente vascular cerebral hemorrágico. O autor passou por uma cirurgia de emergência, acabou entrando em coma e não resistiu. Integrante da Academia Brasileira de Letras, Suassuna teve seis filhos e 15 netos. Defensor da cultura popular brasileira, era um dos maiores dramaturgos do país, além de autor de romances e poemas.
No dia 21 de agosto do ano passado, ele foi atendido no mesmo hospital por causa de um infarto, “com comprometimento cardíaco de pequenas proporções”. Uma semana depois, passou mal e voltou a ser internado, sendo submetido a uma arteriografia para corrigir um aneurisma que vinha lhe provocando fortes dores de cabeça.
Nascido em 16 de junho de 1927 em Nossa Senhora das Neves, hoje João Pessoa, capital da Paraíba, Ariano Vilar Suassuna era filho de João Suassuna, então governador de seu estado natal. Com o fim do mandato, um ano depois, toda a família se mudou para o interior.
O velho contador de histórias do sertão tinha apenas 3 anos quando um fato trágico marcou sua infância. No desenrolar da Revolução de 1930, um pistoleiro de aluguel assassinou seu pai com um tiro pelas costas, numa rua do Rio de Janeiro.

Nova obra vinha sendo escrita há mais de 20 anos
Para além de sua obra, o escritor paraibano ficou famoso também por dar aulas em que dissecava a cultura brasileira, as suas origens ibéricas, a tradição dos violeiros, dos cantadores, das rabecas, dos cordéis. Eram aulas-espetáculo. E a última foi na sexta-feira passada, no 24º Festival de Inverno de Garanhuns, a 230 quilômetros de Recife. O Teatro Luiz Souto Dourado ficou lotado, como sempre acontecia nesses eventos. Um dos motivos de tanto sucesso era o bom humor do escritor, uma de suas marcas. Não que tenha sido sempre assim. Suassuna atribuía o aparecimento do humor em sua vida ao encontro com Zélia, sua mulher há mais de 50 anos. Para Suassuna, ela havia “desatado alguma coisa” dentro dele. “O riso a cavalo e o galope do sonho são as duas armas de que disponho para enfrentar a dura tarefa de viver”, escreveu em “A pedra do reino”.
Ariano Suassuna trabalhava em um novo livro havia mais de 20 anos, e dizia estar longe de terminar. Não era para menos. Seu processo de criação era lento: escrevia e reescrevia, várias vezes, à mão. Depois, copiava para a máquina de escrever e, só então, corrigia. Era aí que o escritor passava tudo a limpo, novamente à mão. Às vezes, descartava todo o material e voltava ao começo do processo. Como ilustrava os próprios livros e ainda parava para dar suas famosas aulas-espetáculo pelo país, demorava mais ainda. Sem título, o romance seria a continuação de “A pedra do reino”.
Em 2007, ele assumiu a secretaria de Cultura de Pernambuco a convite do governador Eduardo Campos, e chegou a ocupar outros cargos até deixar o governo recentemente, em abril de 2014.
O ano de 2007 também foi marcado pela celebração dos 80 anos do escritor em todo o Brasil. As homenagens o levaram a viajar de Norte a Sul do país. Uma epopeia para um homem que, além de apreciar o sossego, detestava avião. Mesmo assim, o apaixonado e muitas vezes polêmico defensor da cultura popular brasileira seguia adiante. Mas brincava: se soubesse que chegar aos 80 anos daria tanto trabalho, teria ficado nos 79.



* Com informações do O Globo

21 de julho de 2014

Biblioteca de Santa Quitéria ganhará setor de leitura em braille


O Ministério da Cultura (Minc) realizou, no início deste mês, a liberação de verbas para estados que implementaram o Sistema Nacional de Cultura (SNC). O Ceará será um dos seis primeiros a receber o aporte de verbas, que destinará, em sua primeira etapa, R$ 19,5 milhões - R$ 2,35 milhões apenas para o Ceará - a 12 projetos aprovados em edital, lançado em maio do ano passado.
Um dos projetos contemplados com as verbas do Minc visa beneficiar bibliotecas públicas cearenses com setor de leitura em braille. Ao todo, serão modernizadas 53 bibliotecas públicas do Ceará (52 municipais e uma estadual), através da aquisição de equipamentos e mobiliários, formação profissional e informatização dos acervos.
"O objetivo é melhor qualificar os espaços e serviços de acesso à leitura e as informações prestadas aos usuários", diz Enide Vidal, diretora da Biblioteca Governador Menezes Pimentel e coordenadora do Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas.
O projeto prevê a reforma dos espaços físicos das bibliotecas em que já exista o setor, além de atualização, ampliação e informatização de acervos. "Os recursos ainda serão investidos em novos serviços de extensão, capacitação e formação de profissionais que atuam em bibliotecas, programação cultural, promoção e mediação da leitura", diz Enide Vidal.
Os municípios contemplados no projeto são: Fortaleza, Acaraú, Arneiroz, Aurora, Beberibe, Bela Cruz, Brejo Santo, Camocim, Campos Sales, Catarina, Crateús, Cruz, Deputado Irapuan Pinheiro, Ererê, Graça, Granja, Groairas, Guaiuba, Guaramiranga, Ibiapina, Iguatu, Ipaumirim, Itapipoca, Jaguaretama, Juazeiro do Norte, Jucás, Lavras da Mangabeira, Limoeiro do Norte, Madalena, Maracanaú, Maranguape, Marco, Morada Nova, Novo Oriente, Ocara, Palmácia, Paramoti, Pedra Branca, Pindoretama, Potengi, Quixelô, Quixeramobim, Russas, Santa Quitéria, Santana do Acaraú, São Benedito, Sobral, Tianguá, Ubajara, Uruoca, Várzea Alegre e Viçosa do Ceará.
"As 52 bibliotecas municipais contempladas neste projeto possuem bons espaços físicos para receberem o mobiliário e equipamentos. Cada biblioteca terá o seu espaço destinado à pessoa com deficiência visual", reforça Enide Vidal. "Elas serão providas de equipamentos de tecnologia da informação a fim de melhor atender à pesquisa e à leitura", finaliza.

Diário do Nordeste

11 de julho de 2014

Aprovado na AL, projeto que considera a AFASQ, entidade de utilidade pública

Os deputados estaduais aprovaram, ontem, matéria do Governo do Estado que autoriza a contratação de 355 policiais civis para prestarem serviços à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Apesar da importância da matéria, somente 28 parlamentares estiveram presentes para aprovação da mensagem do Poder Executivo.
De acordo com o projeto, a SSPDS vem implantando um novo programa de segurança denominado "Em Defesa da Vida", que em linhas gerais foca as ações da segurança no combate aos crimes violentos, letais e intencionais, medida que também contempla um redimensionamento da Polícia Civil, no que diz respeito ao funcionamento de mais delegacias policiais em regime de 24 horas. A mensagem criou 140 cargos de inspetor de Polícia Civil e 215 de escrivão para a mesma instituição.
Os cargos criados serão providos na classe inicial das respectivas carreiras, mediante aprovação em concurso público de provas ou de provas e títulos conforme será estabelecido em edital. Com isso, o número de escrivães passará dos atuais 342 para 557 e os inspetores de Polícia Civil seguem de 1.160 para 1300 em todo o Estado.
A deputada Rachel Marques (PT), apesar de comemorar a aprovação da matéria, lembrou que tanto escrivão quanto o inspetor de Polícia ainda não tiveram melhorias salariais, destacando que é preciso aprimorar o projeto que está sendo construído na Procuradoria do Estado junto à Secretaria de Segurança.
Foram aprovados ainda, alguns projetos de parlamentares. Um de Inês Arruda (PMDB) que obriga o encaminhamento de via escrita dos contratos firmados a distância. Outro de João Jaime considera de utilidade pública a Associação Filhos e Amigos de Santa Quitéria e outro de Mirian Sobreira de utilidade pública a Sociedade de Assistência à Criança de Milagre.

Diário do Nordeste